4 momentos em que o RH deve agir dentro de uma empresa

Ter um setor de Recursos Humanos inteligente e integrado é fundamental para o crescimento de uma companhia e para o fortalecimento das relações entre empresa e colaboradores.
 
momentos em que o RH deve agir dentro de uma empresa

Quando estão diante de um RH que ouve e se preocupa em criar espaços seguros, é natural que os trabalhadores se sintam mais valorizados, à vontade para conversar e dispostos a trabalhar em equipe.

Neste artigo, falaremos sobre momentos em que é importante que o RH aja de maneira direcionada, empática e voltada para fins. Confira!

Momentos em o RH deve agir dentro de uma companhia


O primeiro momento dialoga com a previdência empresarial e outros benefícios corporativos igualmente interessantes.

O RH deve estar atento às modificações do mercado, que tem cada vez mais se preocupado em criar espaços saudáveis e interessantes para os seus talentos. Não é interessante para as companhias que desejam crescer que os seus funcionários de maior destaque se sintam tentados a trabalhar para a concorrência, concorda?

Para manter esses talentos sempre motivados e “vestindo a camisa”, o RH deve investir não apenas no fortalecimento do clima organizacional da empresa, insistindo e divulgando códigos de ética e comportamento, reforçando qual é a norma no agir e no falar, trabalhando para a diminuição das discussões, mas também nos benefícios “extras”.

O que queremos dizer com isso? Hoje, saem na frente as companhias que buscam oferecer algo além do óbvio - que, no caso, é vale-transporte e vale-refeição. Essas coisas, embora ótimas, são apenas o básico.

Bons benefícios incluem: plano de previdência privada corporativa, vale-academia, vale-cultura, possibilidade de home office (que pode ser semanal, quinzenal… tudo depende), descontos para aulas de dança, yoga e afins, parcerias com clínicas de saúde mental.

Quando há aumento no turnover


O RH deve agir quando percebe aumento significativo na rotatividade de funcionários. A entrada e saída de pessoas de empresas, especialmente quando falamos sobre companhias grandes, é natural e esperada. A frequência, porém, deve ser avaliada com cautela.

Se o número de pessoas que deixam a companhia é alto e começa a se repetir, é preciso que se conduza uma pesquisa de satisfação. O que a empresa não está oferecendo aos profissionais? Quais são as principais queixas entre os que se foram e quais são as reclamações dos que ainda estão por perto?

Para garantir a honestidade nas respostas, as pesquisas podem ser conduzidas em ambiente virtual, com questionários anônimos. Parece tolo, mas acredite, é muito eficaz: por meio das respostas, é possível alterar aquilo que não está funcionando e implementar novidades que aumentarão a satisfação geral dos funcionários.

Quando os trabalhadores têm manifestado problemas de ordem psicológica e comportamental


Desde o início da pandemia do novo coronavírus, cada vez mais pessoas têm apresentado problemas de ordem psicológica.

E não por acaso: além do medo constante, natural à particularidade da situação, os trabalhadores têm receio do desemprego, que tem atingido níveis alarmantes, e de não conseguir oferecer à família aquilo que desejam.

Esse tipo de situação é capaz de aumentar os níveis de estresse e ansiedade, o que pode desembocar não apenas em crises de pânico - as quais podem vir a se tornar uma síndrome -, mas quadros de depressão, irritabilidade, insônia, etc.

É fundamental que o RH esteja sempre atento às palavras dos colaboradores, para que possa agir quando algo não estiver bem. Além disso, buscar parcerias com psicólogos e espaços voltados para a saúde mental já se tornou uma obrigação.

Quando há ruídos na comunicação


Algumas demissões e afins ocorrem por razões que a empresa, às vezes, prefere ocultar - não apenas para proteger quem foi retirado do quadro de funcionários, mas para zelar pela sua reputação perante a sociedade.

Embora seja compreensível essa necessidade de autoproteção, trata-se de uma situação que, em alguns casos, pode ser mal interpretada - especialmente se o verdadeiro motivo para determinadas demissões e ações da empresa virem a público, o que não é difícil de acontecer.

O que deve ser feito pelo RH em ocasiões do gênero? Para um bom gerenciamento de crise, deve haver diálogo entre os profissionais deste setor e a equipe de marketing: assim, será possível manter a transparência sem criar ainda mais ruídos.

Ações de endomarketing, voltadas para o fortalecimento do público interno, devem ser feitas antes, durante e depois do gerenciamento de crises e devem sempre reforçar que a companhia é comprometida com a verdade, seja ela qual for. E, mesmo: ela realmente deve ser.

Hoje, não esperamos que as empresas e funcionários sejam perfeitos; o que nos move e gera confiança é a identificação. Se somos falhos e admitimos, geramos mais confiabilidade do que quando tentamos vender uma imagem de perfeição.
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